Ficantes, namorados, enrolados, amigos coloridos, noivos, casados. É grande e bem conhecido o conjunto de modelos de relacionamentos do senso comum. Cada modelo tem suas peculiaridades, regras e expectativas. Namorados têm acordo de fidelidade, noivado é promessa de casamento, casados moram juntos etc. Há inclusive uma hierarquia de importância entre cada relacionamento. Há vários fatores prejudiciais na adoção desses modelos estereotipados e alguns fatores positivos em manter uma relação anônima, construída por si mesma sem busca de um ideal externo.
Apesar de aprendidos socialmente, esses modelos de relacionamento sempre trazem algumas idéias que são subjetivas, advindas da experiência de vida de cada um. Como parceiros na maioria das vezes compartilham da mesma cultura, então as diferenças são pequenas, mas são suficientes para causar desentendimentos e conflitos cuja origem as vezes é aparentemente desconhecida. Um acaba criando expectativas do outro que parecem ser óbvias, mas para o outro podem não ser da mesma maneira. Isso acaba gerando também desentendimentos de linguagem, onde uma palavra significa uma coisa para cada um, dificultando a comunicação.
Mais além, essa quantização de níveis de relacionamentos gera divisões artificiais com grandes vãos entre cada um. A transição entre ficar e namorar, por exemplo, acaba sendo um "salto" artificial de intimidade, gerado mais por uma ideia externa pré-concebida de namoro do que pela dinâmica do relacionamento em si. Isto gera ansiedades, angústias e obstáculos totalmente ilusórios, além de mecanizar a inserção de novos hábitos no relacionamento. O maior exemplo é o casamento. Quando as pessoas casam, uma montanha de expectativas e obrigações caem ao mesmo tempo sobre as pessoas envolvidas, de repente, de um dia para o outro, como se tivesse mudado algo. Mas o que realmente mudou além do nome?
Também, de forma muito mais sutil, modelar os relacionamentos caracteriza uma alienação, afinal o "... capitalismo transformou todas as relações sociais em relações de mercadoria: o mercado controla tudo. As pessoas não são produtoras e consumidoras somente no estrito sentido econômico, mas a própria estrutura de seu dia-a-dia é baseada em relações de mercadoria. A sociedade 'é consumida como um todo - o conjunto das relações sociais e estruturas é o ponto central da economia de mercado.'" [1] Isto é, os modelos pré-concebidos de relação ficam como se estivessem dispostos na prateleira do supermercado, nos cabendo passivamente escolher qual delas desejamos, qual consumimos. Não há construção de uma relação, há o consumo de uma relação pronta.
Uma relação anônima, por sua vez, fica esvaziada de regras tácitas pré-concebidas. Isto acaba forçando os envolvidos ao diálogo e negociação, o que leva a um maior conhecimento mútuo, proximidade e auto-conhecimento. Faz-se algo não por "serem namorados", "ser noivos" etc. Faz-se por querer, desejar, acordar. Afinal, "relacionamentos libertários se desenvolvem através do profundo e crescente conhecimento do outro - conhecimento de suas ideias, aspirações, desejos, capacidades, inclinações. É um conhecimento de similaridades, sim, mas mais significativamente, é um conhecimento de diferenças, porque é na diferença que o verdadeiro conhecimento prático começa, o conhecimento de quando e como alguém pode realizar projetos e viver com outra pessoa." [2]
Deixemos os relacionamentos evoluírem por si, através da negociação, do conhecimento do outro, de si, da compreensão, das igualdades e diferenças, do sexo, do amor e tudo mais que os envolve. Que os relacionamentos afetivos ou sexuais vivam a autogestão e a livre associação. Relacionamentos que evoluem passo a passo, engatinham, caminham ou simplesmente param, existem, perduram, morrem. A tomada do controle total dos nossos próprios relacionamentos é só um dos muitos passos para a retomada das rédeas de nossas próprias vidas, para que elas sejam construídas e vividas por nós mesmos, conforme nosso desejo.
Referências externas
[1] Wolfi Landstreicher, Against the Logic of Submission
http://theanarchistlibrary.org/library/wolfi-landstreicher-against-the-logic-of-submission
[2] Carol Ehrlich, Socialism, Anarchism And Feminism
http://theanarchistlibrary.org/library/carol-ehrlich-socialism-anarchism-and-feminism
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
RLi: uma não-monogamia neoliberal? (v2)
RLi é uma proposta de uma não-monogamia consensual, uma forma totalmente livre de se relacionar que prioriza liberdade pessoal [1]. Como destacado em trecho abaixo, antes e acima da coletividade, existem os indivíduos que interagem entre si de forma múltipla e livre, baseados em atração sexual e/ou afetiva [2]. A liberdade individual, ou pessoal, é cláusula pétrea e central das RLi, não atoa o nome dado a elas. Como qualquer outro fenômeno social, o RLi é inseparável de seu contexto histórico. O contexto atual e onde o RLi surgiu é o neoliberalismo.
Como não há discussão de acordos entre as pessoas envolvidas, não há negociação de nenhum tipo, conforme trecho acima — apesar de, na teoria, a Rede RLi afirmar que não negocia a liberdade (o que realmente abre para a não negociação de qualquer coisa). Neste ponto fica destacado o caráter individualista, pois com essa atribuição metafísica ao conceito de liberdade, não há oportunidade para formação coletiva de um conceito de liberdade, para uma vivência legitimamente libertária. A liberdade de um muitas vezes atropela a liberdade do outro.
Ao rejeitar a exclusividade imposta pela monogamia, o RLi exclui a necessidade de competição entre as pessoas no "mercado de relacionamentos". Isto é subversivo no ponto em que afasta os relacionamentos afetivos da cultura de consumo e da concorrência tipicamente neoliberal. No entanto, apesar deste ponto, ao se supervalorizar a esfera individual, acaba sendo deixado de lado o estímulo à colaboração entre as pessoas nas diversas esferas da vida, abrindo as portas à cooptação.
Por isso, o modo de vida RLi é, no mínimo, uma porta aberta para a cooptação capitalista, por ele estar pronto para servir o modo de vida mercantil que vivemos nesses aspectos. Ele segue o direcionamento político de fortalecimento do privado em detrimento do público. Caminho este que já estamos percorrendo com bastante velocidade, infelizmente, com o neoliberalismo.
Em suma, pode-se notar que o RLi já possui de partida pelo menos dois fortes pontos de intersecção com a cultura capitalista que eles mesmos pretendem combater. Todas as idéias e movimentos parcial ou totalmente subversivos estão sujeitos ao fenômeno de cooptação, pelo qual são mitigados e engolidos pelo sistema, sendo adaptados e servindo a ele. Um movimento que já parte de pontos em comum com a opressão do sistema capitalista deve ficar muito atento para não ser cooptado, se ele já não for fruto da cooptação de algo maior - no caso, a própria não-monogamia.
Referências
[1] http://relacoeslivres.com.br/site/essencial-2/relacoes-nao-monogamicas/
[2] http://rederelacoeslivres.wordpress.com/essencial/
[3] http://www.youtube.com/watch?v=e56gaJwr5AI
[4] Yasmin Teixeira, Diferenças entre Poliamor e Relações Livres – delineando alguns conceitos http://amoreslivres.wordpress.com/2013/07/24/diferencas-entre-poliamor-e-relacoes-livres-delineando-alguns-conceitos/
[5] Cooptação do termo situacionista recuperation, retournement, recouvert
http://samcooperwriting.wordpress.com/2012/11/08/the-anxiety-of-recuperation/
[6] Idem
"Relação Livre é quando a pessoa mantém autonomia e plena liberdade pessoal seja lá qual for a relação sexual/afetiva e em qualquer circunstância de estabilidade."O neoliberalismo leva - entre outras coisas - a um encolhimento do setor público e predominância do setor privado [3]. Esta política de privatização acaba por permear todos os setores da vida, não se restringindo ao setor econômico. Os espaços urbanos públicos são reduzidos em troca de shoppings, lojas, casas de shows e todo tipo de espaço privado de consumo. Nos centros urbanos, o coração do capitalismo, vizinhos não se conhecem, pessoas não se ajudam na rua. Vivemos em bolhas de individualidade e isolamento. Com o progresso capitalista neoliberal, nossa cultura vai se tornando cada vez mais individualista, influindo no nosso modo de se relacionar. A cultura não-monogâmica não é diferente.
"RLis não negociam sua liberdade sexual-afetiva, o único imperativo de nossos relacionamentos é o desejo (sexual e/ou afetivo) e, assim, não há regras ou acordos de nenhum tipo." [4]Não quero aqui julgar o mérito desse modo de se relacionar, mas sim chamar atenção para o caráter político individualista que essa ideia possui e reforça, um caráter que já existe e é premiado pela nossa cultura capitalista. O fenômeno de cooptação capitalista [5] é sutil o suficiente para geralmente ser tarde demais quando ele é percebido. Não acho que seja tarde demais, mas o RLi já sofre — ou é — uma cooptação capitalista.
Como não há discussão de acordos entre as pessoas envolvidas, não há negociação de nenhum tipo, conforme trecho acima — apesar de, na teoria, a Rede RLi afirmar que não negocia a liberdade (o que realmente abre para a não negociação de qualquer coisa). Neste ponto fica destacado o caráter individualista, pois com essa atribuição metafísica ao conceito de liberdade, não há oportunidade para formação coletiva de um conceito de liberdade, para uma vivência legitimamente libertária. A liberdade de um muitas vezes atropela a liberdade do outro.
Ao rejeitar a exclusividade imposta pela monogamia, o RLi exclui a necessidade de competição entre as pessoas no "mercado de relacionamentos". Isto é subversivo no ponto em que afasta os relacionamentos afetivos da cultura de consumo e da concorrência tipicamente neoliberal. No entanto, apesar deste ponto, ao se supervalorizar a esfera individual, acaba sendo deixado de lado o estímulo à colaboração entre as pessoas nas diversas esferas da vida, abrindo as portas à cooptação.
"A autonomia emocional e financeira de cada RLi é necessária pra que as relações se concretizem sem que sentimentos de insegurança e medo as invadam ..." [6]Além do individualismo, a exigência acima, de que as pessoas sejam autônomas economicamente — para dizer o mínimo — exclui as camadas menos privilegiadas economicamente da classe trabalhadora, tornando o RLi acessível somente à classe média. Mais além, isto pode ser considerado capacitismo, pois desconsidera as pessoas que não possuem autonomia por conta de suas limitações constantes (que a sociedade capacitista impõe).
Por isso, o modo de vida RLi é, no mínimo, uma porta aberta para a cooptação capitalista, por ele estar pronto para servir o modo de vida mercantil que vivemos nesses aspectos. Ele segue o direcionamento político de fortalecimento do privado em detrimento do público. Caminho este que já estamos percorrendo com bastante velocidade, infelizmente, com o neoliberalismo.
Em suma, pode-se notar que o RLi já possui de partida pelo menos dois fortes pontos de intersecção com a cultura capitalista que eles mesmos pretendem combater. Todas as idéias e movimentos parcial ou totalmente subversivos estão sujeitos ao fenômeno de cooptação, pelo qual são mitigados e engolidos pelo sistema, sendo adaptados e servindo a ele. Um movimento que já parte de pontos em comum com a opressão do sistema capitalista deve ficar muito atento para não ser cooptado, se ele já não for fruto da cooptação de algo maior - no caso, a própria não-monogamia.
Referências
[1] http://relacoeslivres.com.br/site/essencial-2/relacoes-nao-monogamicas/
[2] http://rederelacoeslivres.wordpress.com/essencial/
[3] http://www.youtube.com/watch?v=e56gaJwr5AI
[4] Yasmin Teixeira, Diferenças entre Poliamor e Relações Livres – delineando alguns conceitos http://amoreslivres.wordpress.com/2013/07/24/diferencas-entre-poliamor-e-relacoes-livres-delineando-alguns-conceitos/
[5] Cooptação do termo situacionista recuperation, retournement, recouvert
http://samcooperwriting.wordpress.com/2012/11/08/the-anxiety-of-recuperation/
[6] Idem
sábado, 7 de dezembro de 2013
Opressão com 30% de desconto à vista
Me deparei com esta pretensa definição de homofobia acompanhada da tirinha. Elas formam um excelente exemplo do que acontece nas idéias opositoras à nossa cultura e nos movimentos contra estruturas de opressão quando não se toma cuidado para atender a interseccionalidade de TODAS as estruturas de opressão. Ao esquecer disto, acaba se tentando oprimir a opressão, como apagar fogo com mais fogo.
Neste caso, num explícito reducionismo equivocado, tenta-se redirecionar a opressão que o outro sofre - os homossexuais - à opressão que ela sofre - a mulher. Tamanho é o absurdo dessa sentença que ela ignora a homofobia sofrida pelas próprias mulheres homossexuais, as lésbicas, colocando como se a homofobia não às englobasse e oprimisse.
Usando a lógica de exclusão mútua da sociedade capitalista - a opressão de classes - exclui-se outras lutas em nome da própria. Nesse pensamento, o simples fato existir uma opressão exclui a possibilidade das demais. Tudo é exclusivo em nossa cultura: um namorado exclui o outro, uma ideologia exclui a outra, um trabalho exclui o outro, um produto comprado exclui o outro. No fim só pode haver um vencedor.
Outra evidência clara de recuperação capitalista neste caso é a fetichização da opressão. Transformam-na num produto, um commodity a ser negociado no mercado ideológico. No modus operandi mercadológico o que reina é a competição. Portanto, no pensamento commoditificado, qualquer outra luta torna-se imediatamente um potencial inimigo que está ali para roubar o mercado tão suadamente conquistado.
Daí, como reflexo deste funcionamento mercadológico, a militante age na direção de eliminar a opressão concorrente. Este exemplo escancara tal intenção de forma até caricaturística. É óbvio que a homofobia vai muito além do medo de ser tratado como se trata as mulheres, apesar de provavelmente ser um dos motivos para uma fração dos homofóbicos. Há muitos outros motivos como a ameaça à identidade e à superioridade masculina, perda de status social, do respeito da família, recalque etc. Desnecessário a este texto esmiuçar as causas do fenômeno.
O ponto é que: enquanto a prática constante da competição e da exclusão não for completamente abandonada em nome da colaboração, empatia e da coletividade, não haverá luta capaz de acabar com a cultura de opressão. Será sempre trocar uma opressão por outra. Trata-se de observar a intersecção com a cultura mercadológica. Não é fácil, pois somos educados e estimulados desde cedo a reproduzir esta cultura doente. Mas quem disse que seria fácil?
Agora, se a intenção não for acabar com as opressões, mas sim tomar o bastão do opressor para si, virando o jogo ao invés de acabar com ele, nada dito aqui vale de alguma coisa.
"Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor." (Paulo Freire)Obs.: por favor, não utilizar da lógica exclusivista para afirmar que desconsidero a violência sofrida pelas mulheres.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
É fácil
É muito fácil desconsiderar os fatores culturais, sociais e econômicos e culpar a "natureza humana", culpar o indivíduo e sua, supostamente, inata personalidade ruim. Isso nos livra da responsabilidade sobre as consequências, do dever de refletir sobre. Nos livra da obrigação de realmente fazer algo. Tira o peso das costas.
É fácil culpar a mulher que foi violada dizendo que ela estava vestida como uma "vadia", estava provocando, estava no lugar errado. Ficamos livres da culpa de que objetificamos a mulher em cada comercial de cerveja que a equipara com um bem consumível, em cada fala que as desconsidera como sujeito, cada detalhe linguístico que constrói essa hierarquia de gênero. Assim não temos a responsabilidade de repensar nossos atos, nos esforçar para livrarmos-nos do machismo, reeducar nossos filhos a pensarem fora da caixinha patriarcal.
Também é fácil culpar o pobre, taxá-lo de preguiçoso, vagabundo, bandido e mandá-lo para longe. É fácil querer exterminar os ditos bandidos e nos livrar de ter que pensar quais são as reais causas que levam a pessoa a cometer o delito. É falta de caráter - dizemos. Então podemos esquecer que construímos uma sociedade que implica na desigualdade virulenta. Uma cultura que bombardeia o pobre com propagandas, que dizem-nos que só serão socialmente bem sucedidos quando tiverem o nível de consumo dos ricos, sendo que é exceção conseguir sair da pobreza. Não há oportunidades iguais, nem desiguais, simplesmente não há oportunidades.
Fácil atacar o negro e o índio, falando que eles buscam privilégios ao obter ações afirmativas como cotas e penas contra o racismo. Assim nos livramos do peso da culpa de ter invadido e saqueado a terra dos índios, praticando um genocídio, destruído suas florestas e cultivado imensidões de cana-de-açúcar com a força de trabalho dos negros que buscamos à força na África. Libertamos-nos, então, há um pouco mais de um século. Daí basta soltá-los na sociedade, que eles terão oportunidades iguais de se desenvolver - dizemos.
Nota-se que somos realmente excelentes em encontrar o caminho mais fácil. Agora resta saber quando seremos bons em encontrar o caminho mais justo.
É fácil culpar a mulher que foi violada dizendo que ela estava vestida como uma "vadia", estava provocando, estava no lugar errado. Ficamos livres da culpa de que objetificamos a mulher em cada comercial de cerveja que a equipara com um bem consumível, em cada fala que as desconsidera como sujeito, cada detalhe linguístico que constrói essa hierarquia de gênero. Assim não temos a responsabilidade de repensar nossos atos, nos esforçar para livrarmos-nos do machismo, reeducar nossos filhos a pensarem fora da caixinha patriarcal.
Também é fácil culpar o pobre, taxá-lo de preguiçoso, vagabundo, bandido e mandá-lo para longe. É fácil querer exterminar os ditos bandidos e nos livrar de ter que pensar quais são as reais causas que levam a pessoa a cometer o delito. É falta de caráter - dizemos. Então podemos esquecer que construímos uma sociedade que implica na desigualdade virulenta. Uma cultura que bombardeia o pobre com propagandas, que dizem-nos que só serão socialmente bem sucedidos quando tiverem o nível de consumo dos ricos, sendo que é exceção conseguir sair da pobreza. Não há oportunidades iguais, nem desiguais, simplesmente não há oportunidades.
Fácil atacar o negro e o índio, falando que eles buscam privilégios ao obter ações afirmativas como cotas e penas contra o racismo. Assim nos livramos do peso da culpa de ter invadido e saqueado a terra dos índios, praticando um genocídio, destruído suas florestas e cultivado imensidões de cana-de-açúcar com a força de trabalho dos negros que buscamos à força na África. Libertamos-nos, então, há um pouco mais de um século. Daí basta soltá-los na sociedade, que eles terão oportunidades iguais de se desenvolver - dizemos.
Nota-se que somos realmente excelentes em encontrar o caminho mais fácil. Agora resta saber quando seremos bons em encontrar o caminho mais justo.
Assinar:
Postagens (Atom)

